Diário de uma GP

O Poder das palavras

novembro27

Hoje é sexta-feira e, como de costume irei meu post refere-se a algo engraçado ou uma reflexão.

Hoje iremos refletir. A inspiração para este post veio de um programa de TV que assisto nas madrugadas, de conversas via MSN, a um livro que leio e por uma situação pessoal.

A maior arma que temos em nossas mãos não são as fabricadas pelo homem, mas a que nós fabricamos no dia a dia. Como diz a minha mãe: “Quem fala esquece, mas quem escuta lembra”.

Temos essa arma tão poderosa, porque acabamos por machucar as pessoas com palavras? A resposta: nem eu sei. Mas sei que repetimos isso diversas vezes e afastamos no nosso convívio amigos, bons profissionais, família, etc.

Vamos falar do ambiente coorporativo (tema que abordo sempre). Equipe é um conjunto de pessoas que trabalham para um bem comum que se chama Resultados. Por uma vez ou outra alguém fica de cabeça quente, xinga meio mundo e fala mais que devia. Isso é normal, afinal cada um tem a maneira de externar a raiva e a frustração. Somos humanos e erramos e aprendemos. Como diz kerzner: a organização é o berço para aprendizagem tanto para os colaboradores quanto para gestores.

Erros são cometidos, acertos crescimento profissional e pessoal são esperados, não pelos gestores, mas também pelos colegas. Para esse crescimento ser alcançado as palavras devem ser ditas não no modo de ofender e desmotivar e sim com o intuito de mostrar para a pessoa onde ela deve melhorar e corrigir as falhas. Apontar falhas é fácil, o difícil é ajudar seu colega a corrigir.

Você se pergunta o que são palavras desmotivadoras? Eu respondo todas aquelas que fazem sua equipe ou uma pessoa dela se sentir desnecessário no ambiente de trabalho. Isso entra um pouco no post: Motivação – O poder das palavras

“…Palavras duras tem voz de veludo…” diz a música do Capital Inicial, e falo que isso tem um pingo de verdade. Quem diz a palavra dura diz com um tom suave, mas quem escuta a sensação é outra.

Vamos a exemplos. Na série de TV que comentei (chama-se Escola de Charme, na tradução livre), nesta semana houve uma briga. Umas das participantes passou do limite e a cena foi mais ou menos essa:

Participante 1: Quero te falar uma coisa.

Participante 2: Pode falar estou te escutando

Participante 1: Eu te odeio, você não deveria estar aqui, você não faz parte da equipe… (e depois teve um cuspe na cara)

Participante 2: ficou estática por uns segundos  e disse: Eu não faço parte da equipe, ou você com a sua atitude? E depois a participante entra no choro e na auto-avaliação de onde ela errou.

Claro que em um ambiente corporativo a cena não é exatamente esse diálogo que ocorre, mas palavras como essas são ditas, e acredite dói escutar. Essas são palavras que desmotivam um colaborador e faz com que questionamentos aconteçam.  Claro que as palavras não são o único índice de desmotivação a se levar em conta. Existem vários e não preciso listar aqui.

O pensamento que deixo aqui hoje é cuidado com o que se fala, mesmo que seja em brincadeira. Palavras têm o poder de destruir ou fortificar pessoas, porém na maioria das vezes usamos para destruir.

Pense nisso e faça a diferença. Se achar que magoou uma pessoa, pegue o telefone ou escreva um email. Certamente isso vai fazer a diferença.

Fico por aqui.

Abs.

Patty

Quanto vale um elogio?

novembro21

Hoje irei abordar um tema que causa uma boa discussão. O tema: Quanto vale um elogio?

É fato que a nossa correria do dia a dia impede que tenhamos reunião de alinhamento ou feedbacks. Essas reuniões são importantes para as pessoas que estão ao nosso lado, pois com isso sabe-se onde existem erros e o que pode ser feito para ser corrigido. Chegar à pessoa e apontar as falhas é fácil, mas ajudar a corrigi-las é a tarefa mais difícil, pois trabalhamos com pessoas e a mente humana é complexa.

Se de alguma forma é abolida as reuniões de alinhamento o que podemos fazer para saber se a equipe está satisfeita ou não? Observar ou elogiar. Com o elogio pela feição do rosto é possível observar se o colaborador está satisfeito ou não.

Calma elogiar, não é passar a mão na cabeça do colaborador. Isso é ser puxa-saco. Elogiar é o simples fato de você demonstrar através de um sorriso, olhar, ou da palavra obrigado nada mais que isso.

Elogiar não é incentivar financeiramente, isso é recompensa (tema que posso abordar depois). Elogiar é não ser rude, é reconhecer quando seu colaborador fez algo além das suas expectativas ou ralou bastante para atender um pedido de última hora.

Infelizmente alguns gestores só se dão conta o quão importante era uma pessoa depois de sua saída.  A falta se mostra no dia a dia e no conteúdo entregue.

Já vi muitos casos de saídas de bons profissionais por falta de reconhecimento e nem sempre o fator salário falava mais alto. O elogio não precisa ser apenas por palavras, se é difícil fazer isso, você gestor pode pensar em um happy hour ou em um almoço para mostrar para a sua equipe a importância que ela é para a sua equipe.

E, respondendo a pergunta o meu post: Vale um sorriso, um ar de Eu faço a diferença e eu faço parte da equipe.

As palavras podem ser usadas para ferir ou para alegrar um dia de uma pessoa, pense nisso.

E lembre-se, nunca é tarde para um muito obrigado.

“Podemos nos defender de um ataque, mas somos indefesos a um elogio.” (Freud)

Abraços a todos e muito obrigada por lerem este post.

Patty

Porque os padrões são importantes

outubro22

Hora ou outra nós deparamos com a seguinte pergunta: Por que os padrões são importantes?
Não é de hoje que seguimos padrões para nos organizar e nos culturizar. Seguimos padrões familiares, padrões religiosos, padrões políticos, padrões impostos pela sociedade e padrões nas empresas e assim vai.

Os padrões servem basicamente para entendermos as pessoas que estão a nossa volta e criar uma atmosfera de comunicação mais amigável. Padrões servem para tentar deixar uma comunidade organizada evitando assim que cada um fale uma língua ou faça o que bem entender na hora que bem quiser. Calma… não estou falando em sermos robotizados e sim estou comentando no sentido de organização e padronização.

Porque não seguir padrões em projetos?

Seguir padrões em projetos só agregará pontos positivos, uma vez que que os padrões auxiliam no plano de comunicação entre todas as áreas.

Ainda existem outros benefícios, entre eles:

Ajuda todas as áreas a falar a mesma língua
Faz com que todos entendam como funciona um projeto
Ajuda a minimizar erros nos projetos e na comunicação

O item: Faz com que todos entendam como funciona um projeto é o que mais me chama a atenção, visto que muitas pessoas ainda acham que o termo de abertura é o cronograma e não uma definição resumida do que é o projeto e quem são os responsáveis por ele.

No projeto temos basicamente: termo de abertura, cronograma, orçamento, especificação de projeto, acompanhamento, termo de encerramento, e nem todas as pessoas que não estão envolvidas diretamente no projeto sabem disso. Ninguém é obrigado a saber detalhadamente de cada área, mas saber o que cada área representa e qual sua responsabilidade é mais que obrigação. Por exemplo: equipe de projetos não cria somente procedimentos como muitas pessoas pensam. Esta área é responsável também pela manutenção dos procedimentos já criados, pelos relatórios gerenciais, pela integração da equipe, dentre outras responsabilidades.

Ao criar padrões, os erros nos projetos sofrem uma desaceleração significativa, será possível identificar onde há a falha na comunicação e identificar quais pontos devem ser melhorados.

Não sabe por onde começar? Tenho uma dica simples. Sente com um representante de cada área e entenda como ele trabalha. Se preciso faça uma análise do tipo DELPHI. Após a entrevista escreva o que entendeu e crie os padrões para cada área. Peça para cada departamento revisar o que você escreveu. Isso ajuda a criar uma interação com as demais áreas e deixar os padrões mais próximos do ideal.

Padronização é burocrático e chata, porém necessária. Padrões devem ser cumpridos ao máximo,  e as pessoas não devem passar por cima dele. Se ele existe é por algum motivo certo?

Resumindo: por mais chato que seja criar padrões eles se fazem necessário para saber onde a comunicação é falha e para reduzir os erros nos projetos. Pense em como fazer a diferença tanto para sua equipe quanto para os projetos que estão por vir.

Ah… uma boa notícia para os gerentes de plantão. Em breve a ISO lançará um padrão para o gerenciamento de projetos. Isso será de grande utilidade para nos ajudar a entender sobre padrões.

Até a próxima.

Patty