Diário de uma GP

Qualquer pessoa pode ser gerente de projetos?

dezembro4

Coordenar projetos é uma arte que envolve: aprendizado, disciplina, paciência, negociação, conhecimentos administrativos e conhecimentos técnicos.

Poucas pessoas conseguem ter todas as características citadas, afinal estamos no mundo para aprender, porém o que deve ficar claro é que uma hora ou outra todas as características serão cobradas.

Como saber se estou apto para gerenciar equipes e projetos? Sinceramente não tem uma resposta padronizada, porque você tem que se sentir gerente e tem que gostar dos desafios que estão por vir.

Motivar pessoas é uma tarefa difícil se você mesmo não estiver motivado, gerenciar projetos é difícil se você não for organizado. Isso é fato. Gerenciar não é só criar cronogramas e atualizar planilhas como escutei várias vezes.  A função do gerente é muito mais que isso. (para ter mais ideia leia:  http://www.gerenciamentodeprojeto.com/2009/09/muito-alem-de-gerenciar-funcao-do.html)

Quando decidi que era a área de projetos que queria seguir, tive que deixar para trás outros conhecimentos adquiridos, mas eles são usados como parte técnica no meu trabalho. Logo todo o meu aprendizado foi necessário para chegar onde estou.

Gerenciamento é uma área de doação, é dedicação com pouco reconhecimento. É bom termos isso em mente. Na maioria das vezes seremos o inimigo que quer deixar tudo burocrático, tudo padronizado. Ou seja, não é somente padecer no paraíso.

Sabendo disso tudo mesmo assim resolvi explorar essa área (que AMO) por diversos motivos, mas vendo umas fotos hoje lembrei o verdadeiro empurrão. Há um tempo criei um projeto – no meu antigo emprego – que tive como foco a inclusão digital para portadores de necessidades especiais. Para esse projeto acontecer eu tive que conversar com pessoas de áreas diferentes, precisei pedir apoio, e precisei convocar pessoas para me ajudar. O resultado? Sucesso total com direito a formatura e reconhecimento do então governador Geraldo Alckimin. A palavra que me motivou para tentar fazer minha carreira nesta área foi de um aluno que era pré-silábico e por muitas vezes eu tinha que conversar com ele através da língua de sinais ou de desenhos.

No discurso da formatura ele disse: “Agradeço a coragem, a dedicação, ao esforço de um anjo que não se importou com os nossos problemas e esteve sempre disposta a nos ajudar e ensinar”. Nem preciso falar como fiquei ao ouvir essas palavras. A partir daí percebi que eu sempre fui capaz de gerenciar as diversidades desse projeto eu conseguiria gerenciar outros.

Umas das características que um gerente de projetos deve ter:

  • Coragem para enfrentar as diversidades e problemas
  • Comunicação
  • Saber ouvir e entender o problema dos outros
  • Disciplina
  • Administrar: tempo, custo e RH
  • Vontade de aprender e entender as métricas
  • Carisma
  • Dedicação
  • Comprometimento
  • Saber diferenciar projeto de rotina
  • Saber entender o cronograma
  • Aprender as ferramentas para gerenciamento de projetos
  • Saber escrever bem
  • Saber falar um bom português (evitando gírias)
  • Ter em mente que gerenciamento não é modismo e sim um trabalho que tem que ser levado a sério
  • Saber prever erros e saber solucioná-lo junto com o cliente

Se todos podem ser gerentes? A minha resposta é: depende até quanto a pessoas estão dispostas a mudar para compreender essa arte.

Abraços,

Patty

O Poder das palavras

novembro27

Hoje é sexta-feira e, como de costume irei meu post refere-se a algo engraçado ou uma reflexão.

Hoje iremos refletir. A inspiração para este post veio de um programa de TV que assisto nas madrugadas, de conversas via MSN, a um livro que leio e por uma situação pessoal.

A maior arma que temos em nossas mãos não são as fabricadas pelo homem, mas a que nós fabricamos no dia a dia. Como diz a minha mãe: “Quem fala esquece, mas quem escuta lembra”.

Temos essa arma tão poderosa, porque acabamos por machucar as pessoas com palavras? A resposta: nem eu sei. Mas sei que repetimos isso diversas vezes e afastamos no nosso convívio amigos, bons profissionais, família, etc.

Vamos falar do ambiente coorporativo (tema que abordo sempre). Equipe é um conjunto de pessoas que trabalham para um bem comum que se chama Resultados. Por uma vez ou outra alguém fica de cabeça quente, xinga meio mundo e fala mais que devia. Isso é normal, afinal cada um tem a maneira de externar a raiva e a frustração. Somos humanos e erramos e aprendemos. Como diz kerzner: a organização é o berço para aprendizagem tanto para os colaboradores quanto para gestores.

Erros são cometidos, acertos crescimento profissional e pessoal são esperados, não pelos gestores, mas também pelos colegas. Para esse crescimento ser alcançado as palavras devem ser ditas não no modo de ofender e desmotivar e sim com o intuito de mostrar para a pessoa onde ela deve melhorar e corrigir as falhas. Apontar falhas é fácil, o difícil é ajudar seu colega a corrigir.

Você se pergunta o que são palavras desmotivadoras? Eu respondo todas aquelas que fazem sua equipe ou uma pessoa dela se sentir desnecessário no ambiente de trabalho. Isso entra um pouco no post: Motivação – O poder das palavras

“…Palavras duras tem voz de veludo…” diz a música do Capital Inicial, e falo que isso tem um pingo de verdade. Quem diz a palavra dura diz com um tom suave, mas quem escuta a sensação é outra.

Vamos a exemplos. Na série de TV que comentei (chama-se Escola de Charme, na tradução livre), nesta semana houve uma briga. Umas das participantes passou do limite e a cena foi mais ou menos essa:

Participante 1: Quero te falar uma coisa.

Participante 2: Pode falar estou te escutando

Participante 1: Eu te odeio, você não deveria estar aqui, você não faz parte da equipe… (e depois teve um cuspe na cara)

Participante 2: ficou estática por uns segundos  e disse: Eu não faço parte da equipe, ou você com a sua atitude? E depois a participante entra no choro e na auto-avaliação de onde ela errou.

Claro que em um ambiente corporativo a cena não é exatamente esse diálogo que ocorre, mas palavras como essas são ditas, e acredite dói escutar. Essas são palavras que desmotivam um colaborador e faz com que questionamentos aconteçam.  Claro que as palavras não são o único índice de desmotivação a se levar em conta. Existem vários e não preciso listar aqui.

O pensamento que deixo aqui hoje é cuidado com o que se fala, mesmo que seja em brincadeira. Palavras têm o poder de destruir ou fortificar pessoas, porém na maioria das vezes usamos para destruir.

Pense nisso e faça a diferença. Se achar que magoou uma pessoa, pegue o telefone ou escreva um email. Certamente isso vai fazer a diferença.

Fico por aqui.

Abs.

Patty

Quanto vale um elogio?

novembro21

Hoje irei abordar um tema que causa uma boa discussão. O tema: Quanto vale um elogio?

É fato que a nossa correria do dia a dia impede que tenhamos reunião de alinhamento ou feedbacks. Essas reuniões são importantes para as pessoas que estão ao nosso lado, pois com isso sabe-se onde existem erros e o que pode ser feito para ser corrigido. Chegar à pessoa e apontar as falhas é fácil, mas ajudar a corrigi-las é a tarefa mais difícil, pois trabalhamos com pessoas e a mente humana é complexa.

Se de alguma forma é abolida as reuniões de alinhamento o que podemos fazer para saber se a equipe está satisfeita ou não? Observar ou elogiar. Com o elogio pela feição do rosto é possível observar se o colaborador está satisfeito ou não.

Calma elogiar, não é passar a mão na cabeça do colaborador. Isso é ser puxa-saco. Elogiar é o simples fato de você demonstrar através de um sorriso, olhar, ou da palavra obrigado nada mais que isso.

Elogiar não é incentivar financeiramente, isso é recompensa (tema que posso abordar depois). Elogiar é não ser rude, é reconhecer quando seu colaborador fez algo além das suas expectativas ou ralou bastante para atender um pedido de última hora.

Infelizmente alguns gestores só se dão conta o quão importante era uma pessoa depois de sua saída.  A falta se mostra no dia a dia e no conteúdo entregue.

Já vi muitos casos de saídas de bons profissionais por falta de reconhecimento e nem sempre o fator salário falava mais alto. O elogio não precisa ser apenas por palavras, se é difícil fazer isso, você gestor pode pensar em um happy hour ou em um almoço para mostrar para a sua equipe a importância que ela é para a sua equipe.

E, respondendo a pergunta o meu post: Vale um sorriso, um ar de Eu faço a diferença e eu faço parte da equipe.

As palavras podem ser usadas para ferir ou para alegrar um dia de uma pessoa, pense nisso.

E lembre-se, nunca é tarde para um muito obrigado.

“Podemos nos defender de um ataque, mas somos indefesos a um elogio.” (Freud)

Abraços a todos e muito obrigada por lerem este post.

Patty

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